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Foto: Thiago Nozi

Sob a flora do Jenipapo, Encontro Mestres do Mundo entrou, na manhã da sexta-feira (23/11), nos encantados e celebrou o terreiro da nossa Mestra Cacique Pequena e seu povo.

Uma manhã para adentrar o território sagrado dos Jenipapo-Kanindé, despir-se do mundo externo e vivenciar o ritual ancestral do Toré. Assistir o rito do Povo Pankararu, nossos visitantes vindos de Pernambuco, onde são banhados pelo Rio São Francisco. Sentir a força de todas as mulheres na Cacique Pequena, primeira Cacique mulher da América Latina, hoje à frente dessa grande Aldeia.

Foto: Thiago Nozi

De peito aberto, sentir o cheiro das mangueiras e pisar em solo sagrado com os pés descalços. Tomar um gole de mokororó, deixar o corpo e a alma entregues e mergulhar na cultura de nossos ancestrais.

Descer alguns metros, pedir licença à Tapuia e se banhar nas águas da Lagoa da Encantada, considerada uma grande mãe para os Jenipapo-Kanindé.

Foto: Thiago Nozi

Na companhia dos Encantados da mata, seguir os curumins na trilha rumo ao Morro do Urubu, pedir a benção de Mãe Zimá no caminho e vivenciar essa experiência. Respirar o vento litorâneo, o cheiro da mata nativa e da água doce e toda a potência do universo que nos abriga.

De volta ao solo sagrado sob as mangueiras, ouvir os aboios de Mestra Dina e de Mestre Pedro Coelho, entrar na roda de capoeira com Mestre Paulão, ouvir os cordéis de Mestre Luciano Carneiro, o canto das Mestras Mariinha da Ló e Ana Maria. Por fim, ouvir os batuques do Maracatu Nação Fortaleza e a loa composta por Calé Alencar em homenagem às Mestra Cacique Pequena e cantar: “Salve, mãe pequena, Jenipapo-Kanindé”.